Attachments

Attachments na elaboração de Próteses Dentárias

16/03/18 - cng

Os Attachments na elaboração de Próteses Dentárias

Attachments é uma expressão estrangeira não latina o que sugere que tenhamos cuidado com uma terminologia tão específica como essa.

Se tentarmos uma tradução fora de um contexto encontraremos: anexo, ligação, apego, conexão ou amarração.

As 3 primeiras estão claramente ligadas a conceitos psicológicos. Da terceira em diante já estaremos assumindo um uso mais apropriado para dentro dos parâmetro da odontologia.

Para nosso entendimento prático no âmbito da reconstrução odontológica, vamos entender que o attachment é um dispositivo através do qual se estabelece conexão com uma ancoragem (ponto fixo, podendo ser implante, dente ou raiz remanescente). Essa conexão tem um propósito: Obter estabilidade e/ou retenção de uma reconstrução protética.

Ao longo de anos desde o começo do século passado, muitos modelos foram desenvolvidos levando em conta que não existe um attachment que resolva todos os casos.

Para facilitar a análise, os attachments foram divididos em grupos conforme sua utilização clínica. Com isso teremos attachments para próteses parciais removíveis, para overdentures, para segmentação e para junção de partes.

A utilização define certos parâmetros funcionais de aplicação, por outro lado, seja qual for a aplicação, os attachments sempre serão diferenciados pela sua condição de movimento relativo entre macho e fêmea, após a inserção total.

Vários projetos foram criados para entender as necessidades de casos específicos. Algumas das criações tornaram-se permanentes e são fabricados até hoje em todo mundo.

A quantidade de componentes disponíveis levou o clínico e o técnico a um universo de dúvidas e perguntas ainda sem respostas sobre estes componentes.

Somos uma empresa de engenharia e portanto nosso pensamento é muito direto. optamos por observar um critério de selção levando em conta a transferência de carga entre as partes do attachments.

É fácil entender: quanto menor a mobilidade entre as partes de um attachment, mais eficaz será a transferência de carga entre a reabilitação e ancoragem, seja ela dente ou implante.

Seguindo esta linha de pensamento estabelecemos um critério de análise baseado nos eixos de mobilidade possíveis entre macho e fêmea do attachment.

Nosso mundo é tridimensional e, portanto estaremos falando dos 3 eixos cartesianos.

Analisando a figura ao lado podemos entender melhor a ideia. Na literatura vamos encontrar considerações mais detalhadas levando em conta além da rotação sobre cada eixo a translação do corpo sobre este eixo. A consideração é verdadeira, entretanto os esforços associados ao ambiente bucal são mais significativos quando associados a torque.

 

 

 

Usando esta tese simplificadora podemos assumir que os attachments, de acordo com seu grau de liberdade de movimentos, podem ser divididos em 3 categorias distintas:

 

CNG 02 - Attachments Semi RígidosCNG 03 - Attachments Flexíveis

 

Attachments Rígidos: Não há movimento relativo entre macho e fêmea. Não há possibilidade de rotação em nenhum eixo.

Attachments Semi Rígidos: Há movimento relativo entre macho e fêmea entretanto, a rotação não é verificada em todos os eixos. Em outras palavras o movimento relativo existe como no flexível, mas pelo menos um dos eixos de rotação está bloqueado em função de uma geometria particular.

Attachments Flexíveis: Há movimento relativo entre macho e fêmea. Em todos os eixos existe a possibilidade de rotação.

 

Analisando os gráficos fica mais fácil.

 

É uma abordagem segura analisar um caso de reconstrução pelo movimento que a prótese precisa desenvolver para evitar a sobrecarga. Se o attachment aplicado contemplar a movimentação (rotação nos eixos) que a prótese estará sujeita, a possibilidade de sobrecarga diminui e a expectativa de longevidade do caso aumenta significativamente.

A escolha de um attachment apropriado sempre obedecerá a uma consideração sobre sua capacidade de movimentação. Para o paciente, quanto mais rígido, melhor porque isto implica em estabilidade. Por outro lado, quanto mais rígido, maior a transferência de carga e maior será o risco de sobrecarga e falência prematura da solução aplicada.

Veja Também: Attachments – Diferentes tipos de Sistemas de Retenção